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Roteiro da Luz
Azulejo de Bharani: Yoni, a matriz que gera e leva a termo.

Nakṣatra 2 de 27

Bharani

भरणीBharaṇīA que carrega

O nakshatra de quem leva até ao fim. Yama, senhor dos limites, e a matriz que gera mostram que carregar e largar fazem parte do mesmo gesto.

Extensão
Mesha 13°20′ a 26°40′
Regente
Shukra
Divindade
Yama, senhor do dharma e dos limites
Símbolo
Yoni, a matriz que gera e leva a termo
Natureza
Manuṣya
Apabharaṇī: o poder de levar consigo e de retirar, de carregar o que é preciso e de depor o que já cumpriu o seu tempo.

O nome vem da raiz bhṛ, «levar, sustentar». Bharani é a gestação: o tempo de trazer algo dentro de si, sem pressa de o mostrar, até estar pronto. O símbolo, o yoni, é a matriz que guarda e leva a termo.

Yama preside a este nakshatra. É o senhor dos limites, e o seu nome vem da raiz yam, «conter», a mesma dos yama e dos niyama, os dois primeiros ramos do Yoga de Patañjali. Bharani pergunta, antes de tudo, o que se aceita carregar.

Vénus rege-o e dá-lhe calor e fidelidade às escolhas feitas. Bharani conhece o peso das coisas. A prática é fazer o inventário com honestidade: o que lhe cabe carregar e o que já pode ser pousado.

A dádiva

Resistência serena: levar até ao fim o que se assumiu e pousar o que já cumpriu o seu tempo.

A sombra

Carregar peso alheio por não saber dizer não, ou guardar mágoas que já não servem.

A Lua natal em Bharani

Quem nasce com a Lua em Bharani sente com intensidade e guarda muito para si. O bem-estar vem de ter limites claros e de escolher o que carrega. A maturidade chega quando se consegue dizer «isto não me pertence».

Quando a Lua passa por aqui

Pesar o que se leva

A Lua em Bharani pede honestidade sobre o que se carrega. É um bom dia para rever compromissos e dizer sim ou não com clareza.

Favorece

  • Rever compromissos e limites
  • Concluir o que ficou a meio

Com mais cuidado

  • Assumir tarefas que são de outra pessoa