
Angela Pereira
Sobre este trabalho
Este site parte de uma pergunta: o que é que este tempo lhe pede? Acredito que o Jyotish serve melhor quem o usa para orientar a atenção do que quem o usa para adivinhar o que vem aí.
A palavra Jyotiṣa vem de jyotis, luz. Um roteiro é o guia de quem faz caminho, e foi essa a ideia que dei ao site. O céu não decide por ninguém. Mostra de que matéria é feito um período, e cada pessoa escolhe o que faz com ela.
Como leio o mapa
Sigo a escola de Parāśara, tal como é ensinada em geral na Índia. Em termos práticos, isto significa o zodíaco sideral com a ayanāṃśa Lahiri, casas por signo inteiro, o nodo lunar médio e o sistema de períodos Vimśottarī.
O tempo lê-se aqui em três escalas. A estação, ou Mahādaśā, dura anos. O capítulo, ou Antardaśā, dura meses. O dia lê-se pelo Pañcāṅga e pela passagem da Lua. Em cada escala, a pergunta é sempre a mesma: onde vale a pena pôr a atenção.
O que não encontrará aqui
- Previsões de acontecimentos, datas fatídicas ou sentenças sobre a sua vida.
- Gemas, amuletos ou rituais pagos apresentados como solução para um medo.
- Graha, trânsito ou dia que seja “mau”. Há tempos mais exigentes, e cada um tem o seu trabalho.
As práticas propostas são gratuitas e estão ao alcance de quem quiser: atenção, mantra, serviço, generosidade, disciplina e descanso.
O teu direito é à ação, nunca aos seus frutos.
Bhagavad Gītā 2.47

Os azulejos deste site
No século XVII, as oficinas de Lisboa pintaram frontais de altar em azulejo inspirados nos tecidos decorativos que chegavam da Índia e da China. As flores dos panos passaram para o vidrado e ganharam morada nas igrejas portuguesas.
Este site retoma esse encontro para falar de uma tradição indiana em português. Cada graha, cada signo e cada nakshatra tem aqui o seu azulejo, e os painéis seguem a mesma linguagem.
As imagens foram criadas com inteligência artificial, a partir dessa direção de arte. Não reproduzem azulejos existentes nem obras de qualquer museu.