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Roteiro da Luz
Azulejo de Chandra: Antílope.

Graha

Chandra

चन्द्रCandraLua

A Lua é a mente que sente: o humor, a memória, o que reconforta e o que inquieta. No Jyotish, a Lua natal é o ponto de partida de quase todas as leituras do tempo.

Estação
10 anos
Dia
segunda-feira
Montada ou símbolo
Antílope
Cor
branco

Candra é o manas, a mente que recebe as impressões, sente e reage. No mesmo verso em que descreve o Sol como alma, Parāśara diz que a Lua é a mente (Bṛhat Parāśara Horā Śāstra 3.12). Por isso a Lua tem um peso especial no Jyotish: é por ela que se começa a contar a Vimśottarī Daśā e é a partir dela que se leem os trânsitos.

Na Lua está o que a pessoa precisa para se sentir segura: o alimento, o sono, a casa, a presença de quem cuida. Rege a mãe e todas as formas de cuidar, a memória, a imaginação e a relação com o público. Tem fases, e a vida emocional também as tem. A Lua ensina o ritmo com que as emoções crescem e minguam, e a confiar que a fase seguinte chega.

É o mais rápido dos grahas: percorre um signo em pouco mais de dois dias. Por isso muda de humor depressa e é muito sensível ao que a rodeia. Nos textos, a Lua cheia e luminosa dá estabilidade; a Lua minguante, perto do Sol, pede cuidado com a sensibilidade e com o descanso.

Rege Caranguejo (Karka), exalta-se em Touro (Vṛṣabha), a 3°, e enfraquece em Escorpião (Vṛścika). Não tem adversários naturais: o Sol e Mercúrio são os seus amigos e os restantes grahas são neutros. A segunda-feira é o seu dia.

O que rege

  • Mente e emoções (manas)
  • Mãe e quem cuida
  • Casa, lar e raízes
  • Sono, memória e imaginação
  • Alimento e água
  • Público e popularidade
  • Ciclos e fases

A dádiva

Sensibilidade que acolhe: sentir o que se passa dentro e à volta, e cuidar disso sem se perder.

A sombra

Com a Lua em desequilíbrio, a mente oscila com tudo o que a toca e a ansiedade passa a alimentar-se de si própria. A necessidade de conforto e de aprovação pode então tomar o lugar de uma segurança que só se constrói por dentro.

Quando a sua estação é de Chandra

Cuidar do chão interior

Dez anos em que a vida emocional vem para o primeiro plano. Importa menos resolver cada humor do que construir um chão interior estável, feito de sono, alimento, casa e laços que dão segurança. Quando esse chão existe, as marés emocionais passam sem arrastar a pessoa.

A cultivar

  • Fixar horas regulares para dormir e acordar, também ao fim de semana
  • Tornar a casa um lugar onde apetece estar, a começar por um canto que seja só seu
  • Manter contacto regular com as pessoas que dão sensação de pertença

A largar

  • Tomar cada humor como um veredicto sobre a vida inteira
  • Recorrer à comida, aos ecrãs ou às compras sempre que uma emoção aperta

Uma prática

Fecho do dia

10 minutos, antes de dormir

Deixe o telemóvel fora do quarto, acenda uma luz fraca e pegue num caderno. Escreva uma linha sobre a emoção mais presente do dia, sem a explicar, e outra sobre uma coisa que lhe trouxe calma. Termine com três respirações lentas, em que o ar sai mais devagar do que entrou. Repita à mesma hora todas as noites, durante pelo menos um ciclo lunar.

Que emoção anda a pedir atenção, e que cuidado simples poderia dar-lhe hoje?

Mantra

ॐ चन्द्राय नमः

Oṃ Candrāya Namaḥ

Oṃ. Reverência à Lua.