
Nakṣatra 6 de 27
Ardra
आर्द्राĀrdrāA húmida
A tempestade que limpa o ar. Depois do ruído, Ardra recomeça.
- Extensão
- Mithuna 6°40′ a 20°00′
- Regente
- Rahu
- Divindade
- Rudra, o senhor da tempestade
- Símbolo
- Gota ou lágrima; conforme a fonte, também um diamante
- Natureza
- Manuṣya
Yatna: o poder do esforço, de se lançar com a tempestade e abrir caminho.
Ardra quer dizer «húmida», o ar carregado antes e depois da chuva. Rudra, a sua divindade, é no Ṛgveda o deus da tempestade, e também um curador: os hinos pedem-lhe remédios. A mesma força que abala é a que cura.
O símbolo é a gota ou lágrima, e Ardra é o nakshatra do choro que alivia. Rahu, o regente, traz uma mente inquieta e o desejo de mexer em tudo para perceber como funciona. A tradição associa-o à estrela vermelha Betelgeuse, no ombro de Órion.
A lição é deixar a tempestade passar sem a transformar em sentença. Depois do ruído, o ar fica limpo e há espaço para ver. Escrever e caminhar à chuva servem de válvulas, e as decisões definitivas ficam para depois da trovoada.
A dádiva
Coragem para sentir a tempestade até ao fim e ficar com o ar mais limpo.
A sombra
Dramatizar, remexer em mágoas antigas e dizer em plena tormenta o que depois custa a desdizer.
A Lua natal em Ardra
Quem nasce com a Lua em Ardra sente em ondas, e as emoções sobem e descem com intensidade. O alívio vem de dar nome ao que se sente, por escrito ou em conversa. A maturidade está em deixar passar a tempestade antes de decidir.
Quando a Lua passa por aqui
Deixar chover
A Lua em Ardra remexe o que estava guardado. Há mais lágrimas, ideias ou irritação do que o habitual, e tudo isso pode ser posto no papel.
Favorece
- Escrever sem filtro durante dez minutos
- Fazer uma limpeza que estava adiada
Com mais cuidado
- Tomar decisões definitivas no calor da emoção